Brasil, que bom estar de volta.

Chegou o dia de voltarmos. Para alguns, pode parecer engraçado. Mas como eu gosto de voltar ao Brasil! Por mais que viajo, para o exterior ou não, me dá uma saudade de voltar pra casa. a gente aproveita, conhece novas culturas, nova culinária, mas a cama da gente é diferente. E olha que posso falar com conhecimento de causa. Ainda quando adolescente, morei por um ano em Miami e posso lhes dizer que o nosso país pode ter o que for, mas a liberdade e a diversidade que encontramos aqui, ainda não encontrei em lugar nenhum do mundo.

Bom, tirando o patriotismo de lado, pra mim, a pior parte da viagem é a de arrumar as malas. E dessa vez, foram nove malas e uma caixa enorme onde estavam o carrinho e o bebê conforto.

Ainda no hotel, acabamos de arrumar as malas, paramos e olhamos um para cara do outro e dissemos em uma só voz: noooooosssssaaaaaa… Eu, minha filha e minha esposa estávamos perplexos com a quantidade de coisas que havíamos comprado. Começamos a rir da situação. Foi muito engraçado. Não nos demos conta de tudo que tínhamos para levar de volta.

Para nossa sorte, pudemos acomodar tudo porque um amigo havia encomendado um conjunto de malas. Caso contrario, teríamos que comprar malas durante nossa viagem.

Pode parecer engraçado em um primeiro momento. Depois, os pensamentos ficam voltados à parte prática da coisa. Comecei a fazer o trajeto de volta e avaliar se caberia tudo em dois carrinhos, afinal de contas, minha filha tem 7 anos e não conseguiria empurrar no aeroporto. Pensei de como seria na alfândega e memorizei os conteúdos da malas de forma que, caso necessário, abriria as malas para inspeção de acordo com a minha intenção. Até na identificação das malas há de se ter atenção.

Como havia alugado um carro de porte mediano, tive que alugar transfer com um carro bem maior para levar tudo ao aeroporto. Fui mais cedo para entregar o carro e Ranuza e Laiza foram no transfer onde as encontrei no acesso ao balcão de check-in da TAM.

Antes mesmo do embarque, todos olhavam espantados para a gente com todo aquele volume de malas e comentavam: estão de mudança?

Feito o check-in, nos dirigimos para o portão de embarque e começamos a fazer especulações de como faríamos para comprar as encomendas no free shop, pegar as malas na esteira e passar pela alfândega. Teríamos que traçar uma estratégia de modo que nossa ação fosse eficiente e inibíssemos da tão temida Receita Federal. Depois de levantarmos todos os aspectos, decidimos que enquanto eu resgatava as malas da esteira e as organizava nos carrinhos de acordo com minha memória dos conteúdos de cada volume, minha esposa, acompanhada da minha filha iria no free shop rapidamente já focada nos itens que iria comprar e voltaria ao meu encontro para seguirmos no meio do bololô na esperança de passarmos ilesos do canal vermelho.

Descemos da aeronave, entramos na fila de prioridade da Polícia Federal para realizarmos a entrada no país e seguimos para a esteira de bagagem e definimos o ponto de encontro. Enquanto as meninas faziam as compras, o garotão aqui fazia musculação no levantamento de mala.

Um detalhe não pontuado na estratégia nos fez ficar tensos. O último volume, a caixa com o carrinho de bebê e o bebê conforto foi um dos últimos a ser liberado. Isso fez com que a idéia de passarmos no tumulto foi por água abaixo. Pela demora, quase todos já haviam passado.

Olhamos ao redor do saguão de desembarque e miramos em um outro casal com duas filhas que também estava com algumas malas consideráveis e decidimos ir atrás deles. Talvez, uma falsa ilusão de que eles chamariam mais atenção que a gente por estarem na frente.

Fila da alfândega vazia, o jeito foi torcer para dar tudo certo. Mas confesso a vocês que minha esperança era muito baixa.

Na cola do casal remanescente, seguimos em passos moderados. Eu na frente com o carrinho maior, Ranuza e Laiza com o carrinho menor. Percebi que o homem era inexperiente em viagens internacionais e parou para conversar com o fiscal, travando o fluxo. Foi aí que pensei: PUTZ, f&$:u! Agora estamos ferrados!

Inexplicavelmente, o fiscal instrui o passageiro e o liberou. Depois que ouvi a liberação, colei ainda mais na família e fiz com que tudo parecesse normal. Um simples boa noite daquele que poderia ser o carrasco de uma viagem maravilhosa me fez ter uma descarga de adrenalina e suspirar aliviado. Tive que conter a emoção e o trajeto até a porta de saída parecia uma eternidade. Parece que havia tirado uma pedra enorme das minhas costas. Olhei para trás e percebi que minha esposa estava chorando de emoção, aquele choro aliviado. UFA! Passamos.

Paramos, nos abraçamos e comemoramos a vitória.

De uma hora para outra, tudo parecia lindo. A viagem havia sido ótima, minha filha estava encantada com o mundo Disney, pisávamos em solo brasileiro e, ainda por cima, não fomos parados na alfândega.

Depois de descansarmos, aguardamos o vôo para Vitória onde tudo era só alegria.

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Update: Recebi há pouco do @duzis, via twitter, a foto de uma reportagem que saiu na revista Exame falando da Operação Babador. Talvez, se tivesse visto isso antes, a tensão seria dobrada.

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Comentários

  1. KKKKKKKKKKKK!!!! Muito bom!!!! Rachei os bicos de rir aqui!!! Vc consegue descrever com maestria toda as agruras que passou!!! A Parte da alfândega é fenomenal. Descobri este blog e estou adorando. Tanto os posts da Vanessa e do Ricardo, quanto os de vcs são muito legais. Também sou casado e gosto de viajar bastante, mas minha esposa além de não ser muito adepta, seu emprego não nos oferece muita folga. De qualquer forma, parabéns pelo relato, muito legal mesmo. Nunca fiz viagem internacional e quando fizer, tais dicas valerão mutio para nós. Abraços.

    • Olá Guilherme,

      Que bom que gostou de nosso blog. Viajamos há apenas 2 anos, pois também tínhamos dificuldades de viajar devido os plantões do meu trabalho. Esperamos que as dicas possam lhe ajudar!

      Obrigada pela visita!

  2. Noooossssaa!!!! Eu e meu namorado estamos indo fazer compras para nosso baby e confesso esse post esta demais!!!! Hahahhaahhahahahah sofremos na narração achando que vcs iam ser pegos! Rsssss
    Blog muito mais muito bom mesmo!!! Parabéns!!!!

  3. Ri MUITO!!!! A qtde de malas no fim da viagem nos surpreende mesmo!!! E o nosso medo da alfândega também, ficamos acuados!!!

    Fomos eu e meu marido a Miami fazer compras para o nascimento de nossa 2o filha (estou grávida de 6 meses), e levamos o mais velho (3 anos) para conhecer a Disney. Foram 16 dias ao todo, voltamos MIA – GRU.

    Não trouxemos eletronicos, tirei todas as etiquetas das roupinhas, usei vacum bag, as roupas que dei para o mais velho o fiz usá-las por lá, mas tirando isso, mesmo assim passamos uns 30% da cota.

    outra coisa que eu fiz foi separar comigo apenas USD 1.500 em NF (3 cotas), pois soube que, atualmente, se cai na mão da RFB suas NF, ela não quer saber se foi uso pessoal, comida, nada, tributa e multa tudo, fiquei APAVORADA!!!!

    Nós trouxemos tudo em 5 volumes (4 malas gigantes + o carrinho). Não achamos mala para o carrinho (USD 150) e ele veio em cima de tudo, bem exposto, para meu desespero.

    Acontece q voltamos na noite de natal, o vôo veio vazio e tinha apenas um fiscal, que não estava a fim de trabalhar, mal olhou na nossa cara e só fez o sinal com a mão para passarmos. Para o casal que vinha atrás só perguntou de onde vinham e também deixou passar. Para nós nem isso perguntou, provavelmente pelo fato de estarmos com o nosso filho de 3 anos.

    Mas o que me chamou a atenção foi que o pessoal está respeitando legal o limite das malas, não vi NINGUEM ousando em trazer mais do que 2 malas por pessoa (mais a de mão).

    Outra coisa é que comprei muitos brinquedos pela Amazon e pedi para entregar no hotel. Não deu tudo certo por um detalhe: eles não me mandaram a Invoice (Nota Fiscal)!!!! Era o fiscal arbitrar o preço de tudo e pronto, sem considerar descontos que eu usei nos cupons e tudo mais… Após uma noite sem dormir de preocupação e chegar aqui, um amigo me comentou que as invoices da Amazon vc pode imprimir na tela onde consulta seus pedidos em `view invoice`, #ficaadica!!!

    Abraços!

    • Ainda bem que deu tudo certo. Acredito que a presença de crianças sempre inibe uma possível parada.

      Talvez o espirito natalino tenha feito com o o fiscal liberasse tudo. Rsrsrs.

      Quanto as entregas no hotel, também é possível comprar e utilizar empresas para recepcionar e conferir a compra. Após a recepção, eles informam o que chegou e programam a entrega no hotel. Geralmente, a cobrança é de 10% sobre o valor das invoices.

      Agora é curtir as compras e programar nova viagem!

      Feliz Ano Novo!

  4. Parabens pelo site e ja passei por experiencia igual a sua rsrsrs… Queria que voces ou qualquer outra pessoa me falasse se tem problemas em levar, ao invez de duas malas de 32 kilos como a companhia permite, uma mala e uma caixa de carrinho fechada que pesa menos de 32 kilos?
    Outra duvida e’ se eu e minha esposa devemos passar separados ou juntos?
    Desde j’a
    Obrigado

    • Hanry,

      Sem problema algum levar uma mala e uma caixa. A franquia não é exclusiva a malas e sim a dois volumes pesando 32kg cada. No caso da caixa, o que deve ficar atendo é não extrapolar as medidas. 90% dos carrinhos se enquadram e você não terá que pagar excesso.

      Quanto a passar pela alfândega, recomendo passarem juntos. Isso não vai inibir qualquer medida do fiscal mas evita caracterização como comércio, alegando compra do enxoval.

      Abraços,

      Bruno Cavalcanti