Marimbus, o pantanal da Chapada Diamantina

Lençóis, 18 de setembro de 2012.

Hoje o dia foi menos corrido, mas como estávamos cansados de ontem e dormimos cedo, também acordamos cedo. O passeio: Marimbus, a área alagada da Chapada, similar ao Pantanal. Esplêndido!

O passeio inicia na Vila da Comunidade Quilombola, que apesar de não ser mais assim tão tradicional pela chegada do Governo Federal, construindo casas mais modernas com blocos (quentes), ao invés de pau-a-pique ou adobe, as pessoas ainda permanecem no local com um bocado de festas. População descendente de escravos mantém a cor negra escura bem predominante. A comunidade é pequena, mas como todo bom baiano, é divertida e alegre. Paramos rapidamente num ponto de apoio, perto da Associação de Pescadores (se for analisar bem, tudo é perto, mas…), para “contratarmos” nosso fiel remador para o passeio de quase 2 horas (~1h30m), o trecho, Seu Xavier. Um cara de uns 40 anos que adora festar e tava contando suas peripécias da madrugada anterior (neste momento entendi que, além de baianês, a leveza com que ele caminhou até o nosso carro era proveniente de uma boa festança na noite anterior!). Me diverti com as história, o percurso e amei remar por uma hora ou mais! Depois a dor no ombro bateu, mas gostei de remar e ajudar Seu Xavier, que não confiou que eu o faria por muito tempo.

Entre papiros, lírios d’água, mini vitória-régia, “cabelo de nêgo” (plantinha com folhas impermeáveis) e riquíssima vegetação, pudemos ouvir o bando de macaco prego “conversando” sobre a nossa presença no rio Roncador. Lindos! Pássaros também deram o ar da graça! Coisa linda!

Depois desta hora no barco a remo, entre áreas repletas de vegetação e outras mais esparsas, cruzando com pescadores e nativos, eis que percorremos mais algum tempo no rio, seco por conta da falta de chuvas, e chegamos a uma casa com mais de 100 anos! De pau-a-pique, seu conforto térmico era de impressionar! Pé direito alto, uma beleza de casa! E o som da lenha pegando fogo e nosso almoço sendo preparado por Dona Val!

Mas antes do almoço, experimentei um licor surpreendentemente saboroso de pimenta e continuamos a trilha para os poços em pedra de quartzo rosa com águas ferrosas do Rio Roncador. Que oásis! Impressionante! Imaginem águas escuras em poços no quartzo rosa! Realmente de tirar o fôlego, assim como banhar-se nelas! Geladas! Formam cachoeiras e poços em suas quedas.

 

Foi aí que ganhei o meu primeiro roxo! E na bunda! Ha! Ha! A pedras são escorregadias e quando estava me preparando para saltar no último e maior poço, pá!!! Escorreguei e caí de bunda na pedra. Não machucou muito, mas o roxo deve permanecer… hi! Hi! Mas valeu à pena!

Nadamos bastante e exploramos um outro poço de uns 3 metros de profundidade. Dava medinho ficar ali, pois tinha uns 3 metros de diâmetro e era profundo e escuro; tínhamos a sensação que seríamos sugados a qualquer momento, como se puxassem a descarga! Ha! Ha!

Depois do banho, retornamos à casa centenária onde almoçamos peixe frito de rio, arroz, feijão, abóbora e salada… tinha carne de sol também! Ô delícia! E logo rumamos à Vila Quilombola de barco novamente.

O jantar? Num delicioso restaurante de comida italiana com ingredientes típicos “A Doce Vida“. Ravióli de salmão com molho picante de manga e ravióli de castanha de caju com molho branco seguido de suco de misturas de frutas tropicais saborosas e um brownie de castanha com sorvete de canela de lamber os beiços! Hummmm… dormimos cedo!

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